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PALAVRAS CHAVE
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Sandro 3õ - Arqueiro Zen, 38 anos, zen budista, galo no chinês, signo de virgem, ascendente em leão, lua em aquário
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A ARTE CAVALHEIRESCA DO ARQUEIRO ZEN
Monge do Hip Hop
http://www.youtube.com/watch?v=Cx50hvCa8ck



Fevereiro 12, 2010

REDAÇÂO
(Usando sua imaginação)

"Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino,
com um aspecto plural,
com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida.
E o artigo era bem definido,
feminino,
singular:
era ainda novinha,
mas com um maravilhoso predicado nominal.
Era ingênua,
silábica,
um pouco átona,
até ao contrário dele:
um sujeito oculto,
com todos os vícios de linguagem,
fanáticos por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo gostou dessa situação:
os dois sozinhos,
num lugar sem ninguém ver e ouvir.
E sem perder essa oportunidade,
começou a se insinuar,
a perguntar,
a conversar.
O artigo feminino deixou as reticências de lado,
e permitiu esse pequeno índice.
De repente,
o elevador pára,
só com os dois lá dentro:
ótimo,
pensou o substantivo,
mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.
Pouco tempo depois,
já estavam bem entre parênteses,
quando o elevador recomeça a se movimentar:
só que em vez de descer,
sobe e pára justamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal,
e entrou com ela em seu aposto.
Ligou o fonema,
e ficaram alguns instantes em silêncio,
ouvindo uma fonética clássica,
bem suave e gostosa.
Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram conversando,
sentados num vocativo,
quando ele começou outra vez a se insinuar.
Ela foi deixando,
ele foi usando seu forte adjunto adverbial,
e rapidamente chegaram a um imperativo,
todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.
Começaram a se aproximar,
ela tremendo de vocabulário,
e ele sentindo seu ditongo crescente:
se abraçaram, numa pontuação tão minúscula,
que nem um período simples passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula;
ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo.
É claro que ela se deixou levar por essas palavras,
estava totalmente oxítona às vontades dele,
e foram para o comum de dois gêneros.
Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos,
carícias,
parônimos e substantivos,
ele foi avançando cada vez mais:
ficaram uns minutos nessa próclise,
e ele,
com todo o seu predicativo do objeto,
ia tomando conta.
Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular,
ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono,
sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisso a porta abriu repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício.
Ele tinha percebido tudo,
e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois,
que se encolheram gramaticalmente,
cheios de preposições,
locuções e exclamativas.
Mas ao ver aquele corpo jovem,
numa acentuação tônica,
ou melhor,
subtônica,
o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.
Os dois se olharam,
e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício.
O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal.
Que loucura, minha gente.
Aquilo não era nem comparativo:
era um superlativo absoluto.
Foi se aproximando dos dois,
com aquela coisa maiúscula,
com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos.
Foi chegando cada vez mais perto,
comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo,
propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal,
penetraria ao gerúndio do substantivo,
e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo,
vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa,
pensando em seu infinitivo,
resolveu colocar um ponto final na história:
agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo,
jogou-o pela janela e voltou ao seu trema,
cada vez mais fiel à língua portuguesa,
com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.



Outubro 9, 2009

Meditação - Paul McCartney
diz que meditação estabilizou Beatles

Os dois ex-integrantes ainda vivos dos Beatles, Paul McCartney e Ringo Starr, participam no sábado de um show destinando a angariar fundos para ajudar as crianças a aprenderem uma técnica de meditação que, segundo McCartney, ajudou a estabilizar a banda no auge da fama.

Os dois ex-beatles tocarão separadamente no concerto intitulado "Change Begins Within" ("A mudança começa por dentro"), organizado pela Fundação David Lynch, que ajuda as pessoas a aprenderem a técnica chamada meditação transcendental.

Os Beatles ajudaram a popularizá-la em 1967, quando buscaram orientação espiritual do guru indiano Maharishi Mahesh Yogi.

"Foi um grande presente que Maharishi nos deu", disse McCartney em entrevista coletiva na sexta-feira. "Para mim, veio num momento em que estávamos buscando algo para nos estabilizar, no final dos loucos anos 60. É um presente para a vida toda, algo que você pode chamar a qualquer momento".

Ringo também descreveu a meditação transcendental como um presente. Afirmou que, nos últimos mais de 40 anos, tem meditado "às vezes muito, às vezes um pouco".

Outros convidados para o show no Radio City Music Hall, em Nova York, incluem Sheryl Crow, Donovan, Eddie Vedder (vocalista do Pearl Jam), Ben Harper e Moby.

A fundação mantida pelo cineasta David Lynch diz que desde 2005 já forneceu bolsas para que mais de 100 mil jovens em situação de risco, professores e pais aprendessem a meditação transcendental em 30 países.

O concerto é parte dos esforços para ajudar 1 milhão de crianças a aprenderem essa técnica mental contra o estresse.

"Sinto como se estivesse numa reunião dos meditadores anônimos", brincou Moby. "Só aprendi a MT recentemente, porque fui criado por hippies e, para ser honesto com vocês, qualquer coisa associada à MT e aos hippies me assustava".

"Quando eu estava crescendo, achava que a MT envolvia sacrifícios rituais de animais, se mudar para algum país, renunciar à riqueza e ao materialismo e comer besouros. Mas uma das coisas que me impressionaram na MT...foi sua simplicidade", disse ele. "É uma prática simples que acalma a mente."

Por Michelle Nichols (NOVA YORK (Reuters)



Abril 3, 2009

PENDENDO DENTES

Para perder dentes basta te-los!

Perdeu um dente? Esse casal é cego e também perdeu alguns!

Sabedoria é uma escoca de dentes que nos chega quando estamos banguelos

Dentes ou sorriso? Eis a questão!

Você bem que poderia ser uma milionária banguela

O conselho da Fernanda Takai

Perdendo Dentes
Pato Fu

Composição: John/Fernanda Takai

Pouco adiantou
Acender cigarro
Falar palavrão
Perder a razão

Eu quis ser eu mesmo
Eu quis ser alguém
Mas sou como os outros
Que não são ninguém

Acho que eu fico mesmo diferente
Quando eu falo tudo o que penso realmente
Mostro a todo mundo que eu não sei quem sou
Eu uso as palavras de um perdedor

As brigas que ganhei
Nem um troféu
Como lembrança
Pra casa eu levei

As brigas que perdi
Estas sim
Eu nunca esqueci
Eu nunca esqueci

Pouco adiantou
Acender cigarro
Falar palavrão
Perder a razão

Eu quis ser eu mesmo
Eu quis ser alguém
Mas sou como os outros
Que não são ninguém

Acho que eu fico mesmo diferente
Quando eu falo tudo o que penso realmente
Mostro a todo mundo que eu não sei quem sou
Eu uso as palavras de um perdedor

As brigas que ganhei
Nem um troféu
Como lembrança
Pra casa eu levei

As brigas que perdi
Estas sim
Eu nunca esqueci
Eu nunca esqueci

As brigas que ganhei
Nem um troféu
Como lembrança
Pra casa eu levei

As brigas que perdi
Estas sim
Eu nunca esqueci
Eu nunca esqueci

Minha mensagem:
Que você viva o suficiente para perder todos os seus dentes e que mesmo assim nunca lhe falta o sorriso nem motivos para sorrir.



Março 25, 2009

Fingi ser gari por 8 anos
e vivi como um ser invisível

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da
'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas
enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado
sob esse critério, vira mera sombra social.

Plínio Delphino, Diário de São Paulo.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou
oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali,
constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres
invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu
comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma
percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão
social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de
R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição
de sua vida:

'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode
significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o
pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não
como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP
passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes,
esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me
ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão',
diz.

No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma
garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha
caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra
classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns
se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo
pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e
serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num
grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei
o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e
claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de
refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem
barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada,
parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar
comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí
eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo
andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na
biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei
em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse
trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O
meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da
cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar,
não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a
situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se
aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar
por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse
passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está
inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito
que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses
homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa
deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são
tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo
nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.


Minhas impressões...
Estamos tão empenhados numa busca insegura e infantil pelo sagrado que por vezes pisamos na cabeça de quem limpa o templo e sua calçada. Antes de montar mais uma comunidade na Internet, reflita: Que tal servir um copo de agua para quem recolhe seu lixo? Eles correm o dia todo, sentem uma sede incrivel, já notaram isso?

Antes de me falar das suas proesas e experiencias espirituais, comece por essa: Sendo agradavel com quem te serve, com quem te ajuda. Perceba que são tão humanos quantos você.

Gasshôs.



Fevereiro 26, 2009

Faça mais!

Faça mais do que existir - viva

Faça mais do que tocar - sinta

Faça mais do olhar – observe

Faça mais do ler – absorva

Faça mais do que escutar – ouça

Faça mais do que ouvir – compreenda

(John Rhoades)



DRUKPA KUNLEY,
Um Iluminado...

O Santo das 5000 mulheres
A incrível história de Drukpa Kunley, o lama budista que iluminava mulheres por meio do sexo e trocava ensinamentos por cerveja


Por Ciro Pessoa
Ilustrações: Paulo Nilson

O tibetano Drukpa Kunley (1455-1570) é um dos santos mais populares do Tibete e do Butão. Filho de uma família religiosa budista, ele atingiu a iluminação ainda muito jovem, por meio de um treinamento árduo e altamente disciplinado em academias monásticas tibetanas. Optou pelo estilo de vida anárquico de um mestre itinerante e, em seus 115 anos de vida, iluminou, com o sexo tântrico, cerca de 5000 mulheres. Todas elas apresentavam sinais das dakinis (a emanação feminina de Buda).

Kunley era uma espécie de "poeta on the road". Vagava de aldeia em aldeia, muitas vezes nu, cantando seus poemas improvisados. Na sua época, poucos sabiam que era um iluminado, já que suas práticas tântricas eram absolutamente secretas. Consideravam-no um louco. Segundo o lama butanês Djigme Tenzin, do Centro Budista Tibetano Kagyü Pende Gyamtso, em Brasília, "Kunley foi um grande iogue, no sentido verdadeiro da palavra: vivia despojado de tudo e era extremamente pobre". O lama ainda chama a atenção para eventuais confusões que, principalmente nós, ocidentais, venhamos a fazer com relação às atividades sexuais de Kunley. "Sim, sua vida teve muito sexo, mas sempre no sentido de liberar as mulheres com quem fazia amor".

Dentre as especialidades de Kunley estava a "Louca Sabedoria". Trata-se de um estágio de domínio mental em que se passa a enxergar os fenômenos, as pessoas e as situações de uma maneira absolutamente externa. Kunley via tudo de fora. Até hoje ele é visto como um caso à parte na cultura budista. Em outras palavras, falar sobre Drukpa Kunley inspira uma série de cuidados. Suas histórias são recheadas de lances inusitados, cômicos e mágicos. Só dava ensinamentos em troca de cerveja, tinha uma profunda antipatia pelo clero estabelecido e freqüentemente zombava de religiosos e monges.

As três histórias a seguir foram extraídas do livro Le Fou Divin: Drukpa Kunley, yogi tantrique tibetain du XVI siècle, de Albin Michel. São relatos verdadeiros que foram transmitidos oralmente por dezenas de gerações. É a sua biografia oficial.

Gayakmo: a virgem casada

Kunley vaga pelos arredores da cidade de Tsari quando avista uma pequena cabana na beira do caminho. Lá moram um mudo idiota chamado Horgyal e sua esposa, Gayakmo, que apresenta todos os sinais de uma dakini (manifestação feminina de Buda). Assim que a vê, Kunley fica a fim de conduzi-la ao caminho da budeidade.
— Não sei o que fazer — diz-lhe Gayakmo —, mas minha vagina é certamente muito forte, até porque ela nunca foi usada.
— Mas como faz esse idiota?
— Para ele não há diferença entre dentro e fora.
— Mas eu conheço a diferença — diz Kunley.

Então ele a possui rapidamente. Ela resolve segui-lo a fim de receber as instruções para atingir a iluminação. Diz ao marido que vai até a montanha procurar por um pouco de carne e não volta mais. Kunley ensina-lhe práticas de meditação e a conduz até a montanha. No sétimo dia, Gayakmo atinge a budeidade e transforma-se num corpo de luz.

Drukpa Kunley no país dos abismos

Em Kongpo, o país dos abismos, Kunley sentou-se diante do castelo de Cabeça-de-Búfalo, onde morava Sumchock, e começou a cantar: "Se nossos corpos se unirem no amor/Sumchock vai se iluminar no puro espírito da budeidade".

Sumchock se debruça na janela e, assim que o vê, seu coração se enche de devoção. Então ela canta para ele: "Sei que em seu corpo lívido se esconde o coração de um Buda!" Cabeça-de-Búfalo percebe que Kunley e Sumchock dialogam por meio dos cantos. "O que é esse canto que estou escutando?", ele lhe pergunta. "Um mendicante parado na porta disse-me que caçadores mataram animais hoje na montanha. E, como a partilha ainda não foi feita, você poderá ganhar uma centena de peças caso vá para lá."

Essas palavras caem no ouvido do chefe como uma chuva refrescante num deserto em chamas. E ele parte imediatamente em direção à montanha. Kunley entra no castelo. Segurando-a pelas mãos, deita-a sobre a cama do chefe. Colocando seu órgão contra a vagina entre suas coxas, onde a carne é mais doce que um creme, e certificando-se que estão completamente um dentro do outro, ele consuma a união. Penetrando-a, lhe dá um prazer que ela jamais havia experimentado.

Sumchock pede que ele a leve embora do castelo. Ele a encerra dentro de uma caverna e lhe dá instruções. Na aurora do quarto dia ela é libertada de toda frustração e atinge o estado de Buda, transformando-se num corpo de luz.

Loleg Buti: a grande paixão de Kunley

Na cidade de Sakya, Kunley passa um tempo próximo da casa de uma mulher extremamente bela chamada Loleg Buti. O lama está muito a fim de possuí-la, mas ela não lhe dá a mínima. "Como pode existir uma mulher tão maravilhosa?", urra Kunley. Transtornado, ele pisa violentamente numa pedra, provocando uma explosão cujo barulho se propaga por toda a região. Impressionada e arrependida, Loleg Buti lhe oferece uma deliciosa cerveja.
— Oh, Grande Lama — diz ela —, da primeira vez que te vi não percebi que eras um Buda. Perdoa-me e possui meu corpo agora.
— Levante sua saia e abra as pernas. Oh, oh! — exclama Kunley, olhando entre as coxas e pondo o seu pau para fora.
— Parece que nós não fomos feitos um para o outro. Você precisa de um pênis triangular e eu, de um buraco redondo. É evidente que não temos encaixe.

Loleg Buti fica triste e decepcionada e pede que ele lhe dê um novo nome e instruções para atingir a budeidade. Kunley batiza-a de "Libertadora do Ensinamento Divino" e envia-a para uma montanha, onde ela fica meditando durante três anos. Finalmente atinge a budeidade e transforma-se num corpo de luz.

Encontrado em: http://www.chilebras.achetudoeregiao.com.br/ATR/o_santo_das_mulheres.htm



Fevereiro 6, 2009

ALEISTER CROWLEY,
Um Iluminado...

Aleister Crowley, sem duvida, foi o mais polêmico e controvertido personagem da magia mundial.

Crowley escreveu "A arte mágica" na qualidade de lider absoluto da OTO, a Ordem dos Templários do Oriente, que tinha como perspectiva sintetizar e controlar as ordens maçonicas e herméticas e rosacruzes daquela época.

As tecnicas de magia sexual descritas por Aliester Crowley podem muito bem defini-lo como vampiro, por outro lado, como o mago, se o sol é o simbolo maior do Grande Espírito (Arquiteto?) do Universo, por que não ser então o homem o grande falo desse Deus no microcosmo. Se o homem tem o poder de gerar um espirito no momento da fecundação de um novo ser, por que não se utilizar desses espíritos que se encontram em torno de uma relação sexual para que façam as suas vontades, assim como fazia o mago Abramelin, de quem Crowley foi fiel seguidor até os dias da sua morte. O sexo pode ser utilizado como religião, e para que se participe da essência de Deus com "D"maiúsculo, deve-se obter o equilíbrio, e essa unidade inteira só se consegue momentaneamente em união com o sexo oposto. Este estado apenas será permanente com a absorção durante um período de anos, do fluído vital do sexo oposto.

Crowley tinha uma necessidade insaciável de mulheres, e estas - para desgraça delas - pareciam precisar dele. Ele dizia que elas deveriam ser uma utilidade 'entregues na porta dos fundos, como o leite'. Mas ele teve duas esposas, dezenas de amantes, alem de incontáveis encontros com prostitutas.

Crowley chamava suas parceiras de MulherEscarlate. devido a consorte bíblica que se unia a Grande Besta. A primeira foi Rose Kelly irmã de uma artista Inglesa. Crowley casou-se com ela em 1903. Quando se conheceram, Rose era uma jovem viuva alegre, comprometida com dois homens e abominabdo a ideia de casar-se com qualquer um deles. Crowley ofereceu-lhe um casamento de conveniência, mais em poucos dias os dois estavam apaixonados.

Para Rose a magia logo murchou. O primeiro filho deles morreu de tifo em 1916, durante uma viagem a Ásia. Uma segunda criança nasceu em 1907. Nessa altura, segundo Crowley, Rose estava bebendo pelo menos uma garrafa de uisque por dia. O casal divorciou-se em 1909 - no mesmo ano que Crowley teve sua revelação montanhosa ligando sexo à magia, e dois anos depois Rose foi internada em um asilo.

O mesmo destino teve a sua segunda esposa, uma extravagante nicaraguense chamada Maria de Miramar. Pelo menos mais uma amante dele foi internada, e outras cometeram suicídio ou beberam até a morte, depois de se separarem de Crowley.

A mais resistentes das mulheres de Crowley foi Leah Hirsig, uma professora primária que ele conheceu em Nova York em 1918. Ela o seguiu para Paris e depois foi para a Abadia de Thelema, onde quem lhes arrumava a casa era Ninette Shumway, uma conhecida de Leah. Ninette serviu de babá para a filha deles, Poupeé, e foi nomeada pelo seu empregador como segunda concubina. O triangulo não funcionou muito bem. Ninette disputou com Leah a favor de Crowley. Poupeé morreu e Leah abortou, mesmo assim Leah conseguiu conservar a sanidade e o amante, igualando-se a Crowley droga por droga, feito perverso por feito perverso. Despejada com ele de Thelema, acompanhou-o na exílio, tolerando suas novas amantes. Em 1925, Crowley fugiu com outra mulher, mais eles continuaram correspondendo-se por muito tempo. Em 1930 Leah desistiu do papel de Mulher Escarlate e voltou a América e para o ensino primário. Faleceu em 1951, quatro anos depois de Crowley.

Mesmo na meia idade, careca e inchado, a Besta continuava atraindo Mulheres Escarlates. Em 1934, em uma rua de Londres, uma moça de 19 anos abordou-o e disse que queria ter um filho dele. Crowley levou-a para cama. Ela também mais tarde foi para um sanatório.



JUNG,
Um Iluminado...

Discípulas-amantes ajudaram a criar teoria

Nelson Blecher (Fonte: Jornal "Folha de São Paulo", 08 de junho de 1991)

Enquanto Sigmund Freud viveu cercado por uma confraria de discípulos vienenses, a maioria de ascendência judaica, Carl Gustav Jung encontrou nas mulheres companhia para sua viagem abissal ao inconsciente. Sabina Spielrein, Toni Wolff, Barbara Hannah, Aniela Jaffé, Yolanda Jaccobi, Marie-Louise von Franz e Emma Jung, sua esposa, perfilam-se na linha de frente da corte junguiana.

Sabina e Toni foram primeiro pacientes, depois amantes e, simultaneamente, discípulas. Por quase 30 anos, Jung manteve um declarado triângulo amoroso envolvendo Emma e Toni, que inspirou o escritor Morris West no best-seller "Um Mundo Transparente"

Qualquer apressado julgamento moralista desses "affaires" deve considerar que, àquela altura, a psique ainda era ainda um território imensamente desconhecido para os próprios pioneiros da psicanálise. Tipo atlético, dotado de energética inteligência, Jung, exercia um fascínio sedutor sobre as mulheres - vaidoso, fez questão que seus biógrafos notassem essa qualidade.

A questão da transferência e da contratransferência, que ainda hoje rende polêmicas, só começava a ser arranhada.

Aldo Carotenuto, analista italiano que esteve em São Paulo participando de um congresso promovido para assinalar os 30 anos da morte de Jung, escreveu um obra crucial ("Diário de uma secreta simetria") sobre asa relações de Freud-Jung a partir de um maço de cartas de Sabina endereçadas aos dois gênios da psicanálise. Essa correspondência, segundo conta, foi encontrada acidentalmente num velho porão.

Foi graças ao relacionamento com as discípulas-amantes que Jung pôde tecer os fios do conceito de anima, o enigmático arquétipo que, se não for reconhecido, pode conduzir um homem de neuroses à perdição da loucura.

Como tudo está em oposição no universo da psicologia analítica, o mesmo ocorre com a anima, que evolui da Lilith selvagem à Sophia, rainha da sabedoria.

Entre as discípulas... brilha o nome de Marie-Louise von Franz. Seu legado aos alunos do Instituo C. G. Jung, de Zurique são palestras numinosas sobre temas que, nas mãos de outro qualquer, poderiam se transformar em soníferos: alquimia, mitologia grega, sonhos, contos de fadas.

Von Franz trabalhou com o simbolismo junguiano dos contos de fadas como Bruno Bettelheim o fez sob a ótica freudiana. São temas sobre os quais ela sempre foi capaz de discorrer por mais de duas horas sem um texto à mão, como atesta o seu ex-aluno, o analista Roberto Gambini. Tanto que as palestras, com raras modificações, foram transcritas em livros.... traduzidos pela Editora Cultrix, trazendo interpretações fundamentais para a compreensão da obra do mestre suíço.

Aconselho também esse link do meu Amado Toni:
http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2006/10/carl_jung_reloaded.html



DRUMMOND, Um Iluminado...

"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. "

(Carlos Drummond de Andrade)





Janeiro 29, 2009